Triunfar na vida parece ser o desejo de todo ser humano. Alcançar poder, fama, comodidade, riqueza, é a meta da maioria das pessoas. Igrejas também não escapam desse desejo de “triunfar” em missões semelhantes às citadas. Mas, Jesus nos avisa: “Aquele que quer ganhar a sua vida vai perdê-la e aquele que perde a sua vida por amor de mim, a encontrará”. Como queremos vencer na vida, ao estilo de Jesus ou ao estilo do paganismo trazido para dentro das comunidades cristãs, protestantes, católicas, evangélicas, pentecostaiS.

 

A fé cristã sujeita-se e desenvolve-se dentro da cultura, defenderia Richard Niebuhr. A fé apostólica sobreviveria sem se pregar sobre Satanás nos calcanhares da multidão (também chamado de Lúcifer, Cão, Capeta, Capiroto, Cramulhão, Pé-de-bode, Sete-peles, etc.)? Triunfar na vida parece ser o desejo de todo ser humano. Alcançar poder, fama, comodidade, riqueza, é a meta da maioria das pessoas. Igrejas também não escapam desse desejo de “triunfar” em missões semelhantes às citadas (ignorando a resistência ao poder, à ganância e a soberba justificada no evangelho – ver Mateus 4). Mas, Jesus nos avisa: “Aquele que quer ganhar a sua vida vai perdê-la e aquele que perde a sua vida por amor de mim, a encontrará”. Como queremos vencer na vida, ao estilo de Jesus ou ao estilo do paganismo trazido para dentro das comunidades cristãs, protestantes, católicas, evangélicas, pentecostais.

 

multidão pentecostal 2Temos consciência de que são estilos reconciliados, na adoção das indulgências religiosas, da magia ritual, para derrotar o movimento dos reformadores protestantes? Um “paradoxo” célebre no Evangelho neotes-tamentário. Paradoxo é uma “contradição aparente”, a expressão parece encerrar uma flagrante contradição, mas não é realmente uma contradição. Ao contrário, trata-se de uma verdade profunda: cristãos nominais comportam-se sob as regras do mundo não cristão, tantas e tantas vezes que se esquecem do que realmente são, católicos ou evangélicos. Temos consciência de que são estilos reconciliados, na adoção das indulgências religiosas, da magia ritual, para derrotar o movimento dos reformadores protestantes? Um “paradoxo” célebre no Evangelho neotes-tamentário. Paradoxo é uma “contradição aparente”, a expressão parece encerrar uma flagrante contradição, mas não é realmente uma contradição. Ao contrário, trata-se de uma verdade profunda: cristãos nominais comportam-se sob as regras do mundo não cristão, tantas e tantas vezes que se esquecem do que realmente são, católicos ou evangélicos.
As exigências da cruz mudariam para cada geração de fiéis. Hoje, contudo, estas exigências não fazem sentido. Na época de Jesus existia a ameaça iminente da morte ignominiosa, através da cruz, da degola ou do apedrejamento. A recusa dos preceitos da religião da magia e do mercado se evidencia, contrariando a cruz, através de Simão, o mágico (Atos 8,9-13: Simão praticava prestidigitação religiosa, fazia falsos milagres, encantava a multidão com mágica…). Mercado pressupõe vendedor e comprador. As exigências da cruz mudariam para cada geração de fiéis. Hoje, contudo, estas exigências não fazem sentido. Na época de Jesus existia a ameaça iminente da morte ignominiosa, através da cruz, da degola ou do apedrejamento. A recusa dos preceitos da religião da magia e do mercado se evidencia, contrariando a cruz, através de Simão, o mágico (Atos 8,9-13: Simão praticava prestidigitação religiosa, fazia falsos milagres, encantava a multidão com mágica…). Mercado pressupõe vendedor e comprador.
As multidões de hoje frequentam novas e borbulhantes igrejas, entrando na porta de uma, saindo pelos fundos, e buscando sucessivamente novas portas, sem fixar-se em nenhuma, atrás de “São Simão”, seus milagres e encantamentos religiosos, ao estilo gospel. No Censo 2010 do IBGE mais de dez milhões de pessoas disseram estar na Assembleia de Deus, de Silas Malafaia. Não se esclareceu onde caberiam tantos retalhos pentecostais? Márcio Valadão, Valnice Milhomens, Neuza Itioka, Edir Macedo, R.R.Soares, estão “desempregados ou inativos”? As multidões de hoje frequentam novas e borbulhantes igrejas, entrando na porta de uma, saindo pelos fundos, e buscando sucessivamente novas portas, sem fixar-se em nenhuma, atrás de “São Simão”, seus milagres e encantamentos religiosos, ao estilo gospel. No Censo 2010 do IBGE mais de dez milhões de pessoas disseram estar na Assembleia de Deus, de Silas Malafaia. Não se esclareceu onde caberiam tantos retalhos pentecostais… Márcio Valadão, Valnice Milhomens, Neuza Itioka, Edir Macedo, R.R.Soares, estão “desempregados ou inativos”?
O que pensariam dos shows onde se cobram ingressos para oferecer aquilo que deveria ser graça e bem-aventurança? Será que desejariam, no lugar de pastores de ovelhas, gerentes de marketing? Seriam escravos da “Estatística”, essa deusa pagã das novas igrejas cristãs evangélicas? Seriam olhos que enxergam números e não vidas cristãs dedicadas à fé apostólica? Vendedores de milagres e igrejas, e os novos vendilhões no Templo, mercadores da fé, estão com a palavra! E os compradores também… Claro. O que pensariam dos shows onde se cobram ingressos para oferecer aquilo que deveria ser graça e bem-aventurança? Será que desejariam, no lugar de pastores de ovelhas, gerentes de marketing? Seriam escravos da “Estatística”, essa deusa pagã das novas igrejas cristãs evangélicas? Seriam olhos que enxergam números e não vidas cristãs dedicadas à fé apostólica? Vendedores de milagres e igrejas, e os novos vendilhões no Templo, mercadores da fé, estão com a palavra! E os compradores também… Claro.
A fé cristã sujeita-se e desenvolve-se dentro da cultura, defenderia Richard Niebuhr. A fé apostólica sobreviveria sem se pregar sobre Satanás nos calcanhares da multidão (também chamado de Lúcifer, Cão, Capeta, Capiroto, Cramulhão, Pé-de-bode, Sete-peles, etc.)?
O que é e o que não é “tomar a cruz”, então? O que é e o que não é a “cruz”, da qual se refere Jesus? Ainda achamos que os evangelhos foram escritos para evangelizar os “de fora”, gentílicos, helênicos, ou já entendemos que os evangelistas se dirigem aos cristãos e suas próprias comunidades, em via de corrupção religiosa? Por que não vemos os exemplos de quem não comunga conosco, do ponto de vista ideológico-religioso, ou politicamente, ou teologicamente? Por que não indagamos sobre o papel das multidões que ouviam Jesus (oxlos), e logo o abandonavam, indispostas às exigências da cruz? Jesus exerceu seu ministério desde a Galiléia até a Judéia, tão somente. O que é e o que não é “tomar a cruz”, então? O que é e o que não é a “cruz”, da qual se refere Jesus? Ainda achamos que os evangelhos foram escritos para evangelizar os “de fora”, gentílicos, helênicos, ou já entendemos que os evangelistas se dirigem aos cristãos e suas próprias comunidades, em via de corrupção religiosa? Por que não vemos os exemplos de quem não comunga conosco, do ponto de vista ideológico-religioso, ou politicamente, ou teologicamente? Por que não indagamos sobre o papel das multidões que ouviam Jesus (oxlos), e logo o abandonavam, indispostas às exigências da cruz? Jesus exerceu seu ministério desde a Galiléia até a Judéia, tão somente.
Enquanto anunciavam a universalização da obra salvadora, respeitando-se diferenças culturais dos povos e raças, curavam os enfermos, realizavam a diaconia da fé (Tiago 2,25: “como o corpo sem o sopro da vida é morto, assim também acontece com a fé sem as obras”). Cultivavam o símbolo (symbolo = sinal que une, no grego) do batismo como rito de iniciação e compromisso (batismós), e da Ceia do Senhor, comunitária (eucharistia). Enquanto anunciavam a universalização da obra salvadora, respeitando-se diferenças culturais dos povos e raças, curavam os enfermos, realizavam a diaconia da fé (Tiago 2,25: “como o corpo sem o sopro da vida é morto, assim também acontece com a fé sem as obras”). Cultivavam o símbolo (symbolo = sinal que une, no grego) do batismo como rito de iniciação e compromisso (batismós), e da Ceia do Senhor, comunitária (eucharistia).

Finalmente, poder-se-ia retomar às opções fundamentais de Jesus, torná-las vivas, presentes, visíveis, em todos os rincões do império romano. Mateus, quando nos diz que quem ama seus parentes mais que a Jesus não é digno dele – referia-se aos grupos religiosos, “famílias” denominacionais em esboço no seu tempo? –, revela um problema da comunidade conformada ao seu tempo e cultura. Corrupção nos fundamentos.
O cristão, diz o evangelho, que não for capaz de transcender aos estreitos limites da família, da raça, da cultura ou da nação, ou religião, não está habilitado para experimentar e dar o amor solidário que nos propõe o evangelho. E, por esta mesma razão, o amor a Jesus não se reduz à pura dimensão íntima, individual ou particular. Seu amor aponta para a humanidade inteira e o mundo criado; homens, mulheres, raças, povos, ambiente, natureza, e tudo que se deseja para um mundo novo, transformado por sua causa. O Reino de Deus e a Justiça. O cristão, diz o evangelho, que não for capaz de transcender aos estreitos limites da família, da raça, da cultura ou da nação, ou religião, não está habilitado para experimentar e dar o amor solidário que nos propõe o evangelho. E, por esta mesma razão, o amor a Jesus não se reduz à pura dimensão íntima, individual ou particular. Seu amor aponta para a humanidade inteira e o mundo criado; homens, mulheres, raças, povos, ambiente, natureza, e tudo que se deseja para um mundo novo, transformado por sua causa. O Reino de Deus e a Justiça.
Amar a Jesus é amar o que ele amou, seu projeto, sua causa, seu ideal para a verdadeira vida. Amar a Jesus também é amar as pessoas que ele amou, e suas causas por direitos sociais, cidadania, justiça ecológica e dignidade democrática em igualdade. Pobres, marginalizados, deficientes, excluídos, enfermos, abatidos, endemoninhados, estrangeiros, sexualmente oprimidos, mulheres, prostitutas, coxos, cegos, são preferenciais ao Reino de Deus. Porque são as primeiras vítimas das estruturas injustas. Amar a Jesus é amar o que ele amou, seu projeto, sua causa, seu ideal para a verdadeira vida. Amar a Jesus também é amar as pessoas que ele amou, e suas causas por direitos sociais, cidadania, justiça ecológica e dignidade democrática em igualdade. Pobres, marginalizados, deficientes, excluídos, enfermos, abatidos, endemoninhados, estrangeiros, sexualmente oprimidos, mulheres, prostitutas, coxos, cegos, são preferenciais ao Reino de Deus. Porque são as primeiras vítimas das estruturas injustas.
O amor de Jesus é tão grande que se estende, inclusive, àqueles que se declararam seus inimigos. Um amor que hoje nos pode parecer fora de órbita, não natural, extremo, impossível, mas que, para alegria e espanto de todos nós, é o amor com o qual Deus nos ama. Também somos parte do grupo descrito acima. Convidados da mesma maneira à conversão e salvação da intolerância, do preconceito, da indiferença para com os que Jesus ama. Um amor sem o qual não podemos ser chamados discípulos de Jesus, como dirá o evangelista S.Mateus. O amor de Jesus é tão grande que se estende, inclusive, àqueles que se declararam seus inimigos. Um amor que hoje nos pode parecer fora de órbita, não natural, extremo, impossível, mas que, para alegria e espanto de todos nós, é o amor com o qual Deus nos ama. Também somos parte do grupo descrito acima. Convidados da mesma maneira à conversão e salvação da intolerância, do preconceito, da indiferença para com os que Jesus ama. Um amor sem o qual não podemos ser chamados discípulos de Jesus, como dirá o evangelista S.Mateus.
13o. DOMINGO DO TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES – ANO “A” 13o.

DOMINGO DO TEMPO COMUM DEPOIS DE PENTECOSTES – ANO “A”
Gênesis 22,1-14 – Holocaustos humanos abomináveis
Salmo 13 – Senhor, resta-me confiar somente na tua salvação Salmo 13 – Senhor, resta-me confiar somente na tua salvação
Romanos 6,12-23– Oferecei-vos a Deus como ressurretos não assalariados
Mateus 10, (37ss)40-42 – Quem não toma a sua cruz não é digno de mim Mateus 10, (37ss)40-42 – Quem não toma a sua cruz não é digno de mim

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